17 julho, 2011

Implosão...

Um dos meus preferidos, e não preciso dizer o porquê... basta ler... LER...


Implosão da mentira...


Mentiram-me.
Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impunemente. Não mentem tristes... Alegremente mentem. 
Mentem tão nacionalmente que acham que mentindo história afora vão enganar a morte eternamente.
Mentem, Mentem e calam... Mas suas frases falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade pela mentira, nem à democracia pela ditadura.
Evidentemente a crer nos que me mentem uma flor nasceu em Hiroshima e em Auschwitz havia um circo permanente.
Mentem, Mentem caricatura-mente. Mentem como a careca mente ao pente, mentem como a dentadura mente ao dente, mentem como a carroça à besta em frente, mentem como a doença ao doente, mentem claramente como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente, como nenhuma lavadeira mente ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem com a cara limpa e nas mãos o sangue quente.
Mentem ardentemente como um doente em seus instantes de febre. Mentem fabulosamente como o caçador que quer passar gato por lebre. E nessa trilha de mentiras a caça é que caça o caçador com a armadilha.            
E assim cada qual mente industrialmente, mente partidáriamente, mente incivilmente, mente tropicalmente, mente incontinentemente, mente hereditariamente, mente, mente, mente.             
E de tanto mentir tão bravamente constroem um país de mentira diariamente.              
Mentem no passado. E no presente passam a mentira a limpo. E no futuro mentem novamente.             
Mentem fazendo o sol girar em torno à terra medievalmente. Por isto, desta vez, não é Galileu quem mente, mas o tribunal que o julga heregemente. Mentem como se Colombo partindo do Ocidente para o Oriente pudesse descobrir de mentira um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria, viajando pelo avesso, iludindo a corrente em curso, transformando a história do país num acidente de percurso. Tanta mentira assim industriada me faz partir para o deserto penitentemente, ou me exilar com Mozart musicalmente em harpas e oboés, como um solista vegetal que absorve a vida indiferente.          Penso nos animais que nunca mentem, mesmo se tem um caçador à sua frente.          
Penso nos pássaros cuja verdade do canto nos toca matinalmente.             
Penso nas flores cuja verdade das cores escorre no mel silvestremente.
Penso no sol que morre diariamente jorrando luz, embora tenha a noite pela frente.             
Página branca onde escrevo. Único espaço de verdade que me resta. Onde transcrevo o arroubo, a esperança, e onde tarde ou cedo deposito meu espanto e medo.            
Para tanta mentira só mesmo um poema explosivo-conotativo onde o advérbio e o adjetivo não mentem ao substantivo,  e a rima arrebenta a frase numa explosão da verdade.          
E a mentira repulsiva se não explode para fora para dentro explode... Implosiva.   


Affonso Romano de Sant'Anna           
           
O que não entendem é que a mentira tem o peso do infinito, alimenta-se de mais mentiras, e quando se para, para pensar, 
"o que raramente acontece",  já se vê, em um segundo plano, um mundo ilusório, e pode sim ser assustador, além do mais perturbador, e vai por mim, as palavras que terminam em dor, realmente doem...
A mentira só é bonita na história do Pequeno Pinóquio... 


Val Vince...

16 julho, 2011

I believe

É preciso acreditar...
E eu preciso acreditar, tenho comigo esta incansável necessidade, por mais que cuspa aos quatro cantos que não acredito mais na humanidade, que as exceções estão cada vez mais raras e extintas, isso realmente tenho como fato... mas também tenho a "necessidade de crer", se chegar o dia em que a descrença tomar minha alma, verdadeiramente neste dia, minha alma, apenas minha alma estará "viva"... Porque almas são espíritos, e espíritos são livres, não morrem nunca... 
Não que minha alma nunca tenha se perdido e andado de muletas enquanto o meu corpo esteve vivo, isto acontece, e muito nos dias de hoje, onde me sinto um E.T, se eles existem, eis me aqui, os represento de alguma forma, (sinto-me de outro planeta, de outra dimensão, nesse sentido me igualo ao que chamam de E.T, vai que existam, e que sejam tão ruins quantos alguns de nós, considerados humanos), pois mesmo vendo e revendo meus atos "humanamente chamados de Erros humanos", ainda sim, me sinto diferente... 
Sim eu sou diferente... Hoje vivo em busca das verdades do mundo, das pessoas iluminadas, e essas pessoas não são as designadas corretas, disse "ILUMINADAS", com falhas, quedas, alegrias e tristeza, mas cheias de VERDADES em sua alma, pessoas que como eu, buscam viver em função de ser melhor, porque como diz uma música do Charlie Brown, ♪ Viver para ser melhor também é um jeito de levar a vida... ♫
As vezes a minha raiva grita, grita estrondosamente, em apelo, apelo... apenas isso... um apelo lúcido, que clama pela luz... pela pureza... pela inocência... pelo toque sem dor... grita pelo que não entende, e por no fundo saber e ter que aceitar que certas coisas, "talvez" nunca sejam entendidas... não aqui... 
As vezes me sinto cansada, sim, eu me sinto cansada, prostro-me diante minha imagem no espelho e vejo que a cada dia envelheço, vejo meus sonhos escorrendo entre meus dedos, vejo as portas que fechei, as portas que abri, as bifurcações que encontrei... e o caminho que me trouxe aqui... Poderia ter sido diferente, sim poderia, mas de alguma forma algo me diz que teve que ser este o meu caminho a ser percorrido... Então me encontro em meio a uma bagunça, onde cabe a mim e a ninguém mais ajeitar as coisas, coloca-las em seus devidos lugares, fácil? Não, não é fácil... Mas o que é difícil quando se pensa no mar? Hoje no meu caso, apenas a distância que me impede de toca-lo...
Tem um universo que quero conspirar a favor para que ao meu favor conspire...
Linda natureza em sua sobriedade que avassala quando sente raiva, e acalenta quando após a tempestade o arco íris aparece, o sol aponta, e ao cair a noite a Lua estará lá, as estrelas estarão lá...
Quanto a isso não há muito o que falar... A natureza é a minha anestesia, é a minha força, e o que me abraça nos momentos de solidão... os animais, aqueles considerados irracionais, estes nem tenho palavras...
O começo de tudo é fácil intrigante, assustador, mas fascinante, novo, saboroso, intenso... o meio é perigoso, é como uma pista de gelo, você vai escorregar muito, difícil lidar, difícil manusear, sustentar, acreditar, amorna, esfria, congela... os problemas pesam, é mais fácil mascarar do que aceitar, lutar, solucionar, acreditar... 
E o fim... Esse é complicado, mas com dignidade só os que não são covardes chegam lá... 
Ninguém vive só de inicio... se não souber sustentar o meio e chegar a um fim digno, viverá sempre se escondendo, e colecionando desamores, dessabores, frustrações... Porque aqui... Nada é perfeito!


Quero paz a todos, e a mim...
Obrigado as pessoas que amo... e também as que dizem me amar...
O amor é necessário...
Salvem-no!

As pessoas vivem criando teorias, e as teorias são tão práticas, já notaram?
São necessárias, mas longe da realidade... e as vezes muito longe...


Talvez eu seja só mais um... e não aceite isso...


Sem mais Perturbações no momento...
Val Vince

03 julho, 2011

Um nó







Abaixo um emaranhado de coisas que postei anteriormente no Facebook...
Estou assim emaranhada em mim... Falando sem pensar... fazendo sem pensar...




Um nó...
Ideias desencontradas, sentimentos apertados, esmagados, espremidos, sufocados... Pensamentos ofuscados pela escuridão... 
Desencontro entre a alma, a razão e o coração... 



Odeio a frase... "Eu te disse"... 
Todo mundo sempre diz alguma coisa sobre alguma coisa, fato... Porém as escolhas são suas, é como entrar com um processo pedindo redução de juros em um contrato, por acaso "alguém colocou uma arma em tua cabeça e disse, ASSINE? não, fato que não", como tudo na vida... Alguém pode dizer sobre "algo" uma vida toda, e você pode ser feliz a vida toda, mesmo com dizeres contra a sua Felicidade! Confie, isto basta, durma com o amigo e não com o inimigo... Se bem que dormir com o inimigo as vezes seja necessário, é muito, mas muito arriscado, e não te trará paz alguma, busque a paz... Embora hoje em dia isso seja um Enigma, e em extinção... Tanto o amigo, quanto a paz, se os tem... conserve.
Escolhas estão na palma de sua mão, não precisa de quem diga "Eu te disse", e sim... "vem aqui e me abrace, isso também vai passar..."
Os meus sonhos, não enxergo mais meus sonhos... Mas sei que estavam ali, acho que morreram...
_ Não eles não morreram, permanecem ali, se esconderam de você, dos seus medos, mas jamais te abandonaram, apenas adormeceram... 


O amor próprio é o maior de todos... certo?
é o que deve ser lapidado diariamente... certo?
Então porque pessoas perdem pessoas e se perdem no primeiro minuto... será que fazer de alguém um altar é amor?
Eu acho que não...
Personalidade... você tem que ter a sua... e mostra-la principalmente nos momentos frágeis... Não fazer ameaças fúteis, onde você é o mais machucado por se submeter a tamanha mesquinharia...
Já não sei o que é o melhor, nem o pior, não neste momento, não agora... não aqui...
Incrível como pessoas gostam de brincar com sentimentos... Acham que pessoas são brinquedos, que podem quebrar e consertar.
Quando tem pessoas que "verdadeiramente" se preocupam, simplesmente não se importam, não ligam.
Quando perdem essas pessoas que realmente se "preocupavam", a tendência é desesperar-se.
Para perder a confiança basta meio segundo, reconquistar a confiança de alguém é como um premio de loteria, alto, muito alto, então se conseguir, faça valer a pena!

Eu sei que o universo não se resume... em mim...

Val Vince...


04 junho, 2011

Não sei

Sabe quando você não sabe?
Assim estou eu, apenas sei que nada sei!
Uma dor estranha no peito, saudade, angustia, medo? 
Eloquente acredito no murmurar das minhas palavras inquietas, inquietude de minha alma liberta, liberta da carne, liberta da sujeira fatídica que ronda-nos, que esta ali, aqui, lá.
Pequenos gestos, meus pequenos gestos me levam a lugares que questiono existências, sobretudo a minha existência, onde estou se não aqui, ali, lá.
Medos assombram-me, medos questionam-me, mas para que duvidar?
A parte isso, basta-me esperar, esperar que minha alma encontre o conforto que meu corpo pede, pede neste momento, o calor que ronda, a dor que queima no peito, a luz em forma de paz para clarear a escuridão do meu mal estar.
É... estou me sentindo estranha, apenas isso!
(Momento gardenal)

Val Vince...

23 maio, 2011

Sóbriamente Ébria

Ouvindo duas músicas, Lama (Lúxuria) e O porto (Agridoce), meus dedos como que involuntariamente começaram a juntar letras, formar palavras... e eis que abaixo esta um aglomerado de entendimentos e desentendimentos meus, de agora e de outrora... 
Vontade de um amanhã melhor, acho que é apenas isto.



Eu não vejo... mas eu sei que esta ali...
Algo perdido de mim em mim, oh sanidade insana...
Devaneios tolos procuram pelo já encontrado, mas esquecido, largado, assombrado, ali no canto, naquele canto, o do medo... Medos esses que abandonaram-me no decorrer dos anos, medo que habitava e protegia, hoje assola sem proteger, faz queimar sem muito doer.
Conquistas perdidas, relembradas, vitórias não comemoradas... Chances desperdiçadas, rascunhos de algo que não se passa, passou ou passará a limpo... Enfim dono de nós, que nos envolve... O tempo... Aquele que você reconhece a frente do espelho, naquela ruga mais profunda ao sorrir...
O tempo nos envolve e mostra que tolos eram nossos desejos aos 15 anos de logo chegar aos 30...
Pois hoje o relógio parece andar mais rápido... Escolhas me trouxeram até aqui, Arrependimentos... Ah essa palavra a qual adolescentes batemos no peito dizendo "antes me arrepender do que fiz, do que o que deixei de fazer", Bobagens, apenas bobagens... Tudo muda o tempo todo, você muda o tempo todo, e agradeça por isto, apenas se encontre, e mantenha o principal, o equilíbrio, mesmo que, em meio a tanto desequilíbrio, e o caráter, o tenha, errou assuma, julgou conheça, reconheça, falhou tente acertar, caiu levante, chorou, relaxe você vai voltar a sorrir, e se fez uma releitura da sua vida até aqui, e se assustou, apenas tente viver para ser melhor de agora a diante, recomece, transforme, esta sujo? Limpe a sujeira, ascenda a luz, e corra, ou engatinhe, mas não pare... apenas não pare...
A verdade é que mudamos, crescemos, amadurecemos, mas nunca saberemos tudo, somos eternos aprendizes da vida, essa vida linda e louca que nos toma todos os dias,  e sim nos arrependemos, tanto do que fizemos, quanto de algumas coisas que deixamos de fazer, e não nos enganemos, vamos cometer erros sempre, o importante é que saibamos renova-los, que não sejamos ignorantes, e mais que isso que aprendamos com erros alheios também. Sábios jamais serei, jamais seremos!
As vezes damos voltas em torno de nós mesmos sem perceber...
Teremos pela caminhada várias bifurcações, várias escolhas,  enquanto houver vida poderemos  recomeçar, até que a morte faça meu corpo descansar libertando meu Espírito, a minha alma, que ainda assim, e talvez conhecendo mais, mais do infinito... vá além...
Entender a Razão e o coração para que? Muitas vezes a razão nos leva a razões que a própria razão desconhece, e o coração? Ah o coração... Esse nem preciso dizer...
Vamos viver... Respeitar...
Nada temos nas mãos além do que podemos tocar, além do que plantamos, além da colheita... porém o que não podemos tocar é tão nosso quanto qualquer outra coisa, e tenha certeza, de alguma forma esta ali com você... Muitas vezes não podemos ir com passos, mas fechando os olhos, conquistamos o mundo... e se for possível plante tal semente, regue-a e colha. 
Plante sempre o amor, tente ao menos, mesmo que em meio ao ódio e a dor!
O mundo e suas infinitudes, sentimentos, medos, desejos, Loucuras, lágrimas, sorrisos...
O quão bom é estar vivo... E quanta experiência se ganha pensando na morte... Loucura? Talvez, mas loucos não seriam esses que ai estão soltos a cometer tantas atrocidades? Pensando bem loucos não, pois louca sou eu, doentes talvez? Mas doenças tem cura, e vejo muita maldade em corações e em almas que nenhuma droga do mundo curaria... Enfim não conseguirei mudar as coisas, abraçar o mundo, curar as dores, e entender e aceitar a tudo, cabe-me respeitar... mas posso sonhar com um amanhã melhor...
E neste amanhã, com pessoas melhores...
Temos ainda muito tempo, ou não.
Temos tudo e ao mesmo tempo nada temos... Tamanha complexidade que alimenta...
Fazer o melhor, se dar sem receber, pois assim receberá sem esperar. 
E cuidado, a lei da vida é clara aos que não tapam os olhos, plante o bem, pois tudo o que vai volta.



 O Porto
Se é manhã tão clara, clamo por escuridão...
Se tenho um disco voador, sinto falta dos pés no chão...
Desejo sempre o avesso, almejo a próxima saga...
Antes o tropeço que impulsiona, do que a mão que só afaga...
Anseio de ir sempre além, vontade de nunca parar... 
Jamais porto tão sedutor, a ponto de me fazer ancorar... 
Não uso as conquistas do hoje, de olho nas que ainda serão...
Uns chamam de desperdício, outros de saudável ambição...



Val Vince...

17 maio, 2011

Iluminadas

Adoro sentir a presença de pessoas iluminadas, me faz bem, é uma sensação gostosa, e raramente acontece...

Sair, ver pessoas, as vezes adoro isso, mesmo com toda amargura guardada em minha alma, gosto sim de gente, de ver gente, de ver o quão boas pessoas existem e o quanto uma pessoa pode ser má... mas maldade pura mesmo, gosto de observar, mas as vezes prefiro cegar-me...
Gosto da sabedoria que acreditam possuir, gosto do gosto que sinto ao ver quando quase reconhecem que não as possui, gosto de me surpreender, as vezes prefiro crer no ruim, para que o bem venha...
Sádica?
Talvez, digamos que meio calejada, minha alma anda manquitolando, mas inteira, verdadeira, e crente, crente na diferença que faz a diferença, nos noticiários que mostram o lado bom do ser...
Temos os dois lados, e devemos agradecer por isso, mas a maldade humana esta fora do que chamam de normalidade, uma rivalidade de torcidas hoje acaba-se facilmente em morte, um palavrão no transito pode deixar uma criança sem pai, uma picuinha na escola pode transformar um anjo em demonio, será falta de amor?
Creio que existam muitas perguntas cujo as respostas seriam inúmeras e levariam a vários debates. Mas não estou afim, hoje não, nem iria postar, mas de repente saiu...
Quero acreditar que o que vemos todos os dias seja apenas o que estão pregando com mais furor, quero crer que exista muito, mas muito mais "do melhor" ocultado... é... é assim que é...
Estou meio torpe... 
Equilibrando o meu desequilíbrio e balançando meu trapézio... 
Mas estou bem. Sim eu estou bem!


Fiz Terapia esse final de semana, Show de Pitty Leone, adoro suas letras, adoro sua presença de palco, adoro todo aquele fervor, Admito que prefiro shows em lugares pequenos, mas vale, sempre vale a pena.
Foto da Turma, onde me sinto uma pré adolescente, mas já com a Visão de... já vi isso tudo antes... rs
Meu Velho me salva, me lira da magoa, transforma em asas minha cruz...
Senhor das moscas, nas horas mais loucas de escuridão me ascende a luz...

Val Vince...

03 abril, 2011

Saudade

Saudade... Palavra que traduz a vontade, vontade de ver, rever, sentir novamente, o cheiro, o gosto, o abraço, o momento, aquela música que tocava todos os dias no rádio, saudade de tudo o que perdemos, por erros tolos, saudade de outrora, simplesmente saudade...
Ela é boa quando se sabe que o abraço poderá ser dado, dolorida quando se perde alguém fisicamente, e as lembranças deixarão mais e mais saudades, eternas saudades...

Saudade... seja de pessoas, de coisas, de momentos... Da infância... Adolescência, amanhã teremos saudade do hoje, do ontem, de anteontem... é, infinitas saudades... Hoje dizemos; "Tempos bons aqueles", mas daqui uns 10 anos lembraremos de hoje, e espero que possamos usar a mesma frase... 

Enfim ler abaixo e sentir saudade!

Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontâneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

Clarice Lispector

Val Vince...

30 março, 2011

Eloquência

Sou fã desta mulher, não a da foto, pois sou eu, mas a do texto abaixo, e não preciso dizer o por que, basta ler...
ELOQUÊNCIA

- Oi. Como estás?
(Aos pedaços. É uma confusão, sabe? Eu quero dizer-te que gostaria de ter, apenas por um instante, esses teus olhos que me vêem assim tão diferente do que eu sei que sou por dentro. Ou não sei. Ou não tenho.
Porque eu sou só esse meu abismo buscando asas. Apenas essa fresta escancarada na pele... ferida aberta que não sara. Essa coisa em metamorfose. E essa vontade de enfiar-me numa cápsula e perder-me desse tempo que não me entende e me corrói. Me corrói, entende?
Queria dizer-te dessa imensidão mascarada que eu trago escondida sob esse véu melancólico. Dizer-te que sou profunda, mas de uma profundeza intragável, asfixiante.
Sou submersa. E não sei se um dia chegarei à superfície de mim. E assim me faço porque o silêncio me habita e sem ele eu não existo.
Acostumei-me a ser essa solidão disfarçada de alegria. Vulnerabilidade vestida de fortaleza.
Também preciso contar-te como é tão melhor o meu dia quando acordo longe de mim. Ou quando bebo café fresco ou saboreio morangos ou descubro uma música. E como me sinto viva quando deixo-me molhar pela chuva ou quando atravesso os minutos sem que nada me machuque, nem eu mesma. E como eu gosto quando não há espinhos nas coisas, nas pessoas, na vida. E dos pequenos prazeres que eu tenho nessas coisinhas diárias que cabem todas tão imensas nas minhas mãos. Entende?
Eu queria que tu soubesses dessa blindagem que eu carrego em mim. Dessa capa que me protege e envolve corpo, alma, palavras, tudo. Essa casca impenetrável com jeito invencível, mas que por dentro chora e se desmancha.
É... eu queria mesmo dizer-te que essa que você vê daí da altura dos teus olhos, é, no fundo, uma finitude. Uma substância etérea prestes a diluir-se e ser esquecida, porque nada mais é do que um mero desvio de si mesma.
Mas... no fundo eu também queria pedir-te, voraz, com todo o meu silêncio: não te desvies de mim.)
- Estou bem, obrigada.



Por: Van Luchiari


Quer conhecer um pouco mais. clique neste link que vale a pena...
→ Van Luchiari


Val Vince...

24 março, 2011

Paciência



Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para


Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara


Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós


Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não)


Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida não para)


Lenine


Val Vince...

Um susto

Não é preciso ser sábio para crer que o maior amor do mundo é o de mãe, aquela que te aceita como você é, e se por algum motivo não aceita suas opiniões, as respeita... É aquela que se entristece verdadeiramente com sua tristeza e se alegra com tua Felicidade, é aquela que ousamos por burrice omitir certas coisas, mas que no fundo elas tem ciência destas mesmas "certas coisas"...
Minha mãe é a mulher da minha vida...
Minha base, minha verdade, por mais que briguemos, por mais que tenhamos nossas diferenças, no fundo sempre descobrimos as semelhanças, passe o tempo que passar.
Ver sua mãe chorar é navalha na carne, com sal, limão e vinagre jogados em cima da ferida, é um desespero que te faz perder o chão, mesmo que esteja ali e tenha que mostrar sua força, ou fingir que tem essa "tal" força.
Mães, assim como pais e assim como pai mãe e mãe pai deveriam der eternos...
Daria minha vida pela dela sem cogitar, pois sem ela metade da minha vida se vai.
Mãe é uma música suave, é um remédio que cura suas dores, um doce remédio, colo de mãe é único, comida de mãe é mais saborosa sempre, e tenha certeza, a sua mãe sempre será a melhor mãe do mundo... Assim como você mesmo não merecendo sempre será o melhor filho do mundo...
Mãe é a canção que por mais que o tempo passe sempre ouviremos, é a luz que em meio a escuridão sempre nos mostrará uma saída, mesmo que ela não esteja certa dela, estará ali e segurará sua mão, até o fim.
É aquela que acreditará nas suas promessas, seja ela a primeira ou  centésima ... a ela não fará diferença... ela crê... Crê em você...


Mãe perdoe minhas falhas, que não são poucas...


Te amo além da vida... 


Val Vince...